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VC ESTÁ OUVINDO, A FORÇA DE UM IDEAL !

VC ESTÁ OUVINDO, A FORÇA DE UM IDEAL !
Esta semana o nosso diretor presidente do blog do danúbio e da rádio Geminin, esteve na secretaria de imprensa, onde foi acompanhado do jornalista Helvécio Martins e recebido pela assessora de imprensa do governo Cid Gomes, jornalista Cristiane Sales.

GEMININ WEB RÁDIO, 24 HORAS no AR com a MELHOR PROGRAMAÇÃO !

TRATAMENTO DE QUALIDADE !

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terça-feira, 29 de julho de 2014

Confira a agenda dos candidatos ao governo do Estado para esta terça-feira

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Confira a agenda dos candidatos ao governo do Estado
Confira a agenda dos candidatos ao governo do Estado
Acompanhe abaixo a agenda dos candidatos ao governo do Ceará para esta terça-feira (29).
Ailton Lopes (Psol)
  • 19h – Plenária na sede do Psol
Camilo Santana (PT)
  • 10h – Reuniões internas
  • 19h – Inauguração do Comitê Central. Local: Avenida Sebastião de Abreu, 180 (Cocó)
Eliane Novais (PSB)
  • 7h – Panfletagem na entrada dos alunos da UFC
  • 14h – Reunião no Sindicato dos Professores Municipais de Maranguape
  • 18h – Panfletagem na entrada dos alunos da Estácio FIC – Via Corpvs
Eunício Oliveira (PMDB)
  • Manhã – Reunião com prefeitos, ex-prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e lideranças
  • Tarde – Reunião estratégica com coordenação de campanha e gravação de programa eleitoral

Juazeiro do Norte-CE: Permissionários do Mercado do Pirajá fecham Av. Ailton Gomes em protesto

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Robson Roque
Permissionários reclamam de descaso para com o Mercado do Pirajá (Foto: Cicero Valério/ Agência Miséria)
Cerca de 50 permissionários fecharam os dois sentidos da Avenida Ailton Gomes em protesto pedindo a saída da SR Empreendimentos, empresa que administra os mercados de Juazeiro do Norte. Uma cortina de fumaça preta foi erguida quando pneus e outros produtos derivados de borracha foram incendiados.

Eles reclamam que a SR tem gerido o espaço de forma arbitrária, cobrando taxas abusivas e descumprindo as cláusulas contratuais. A gestão municipal também foi alvo dos questionamentos. De acordo com eles, a prefeitura juazeirense tem parcela significativa no descaso já que permitiu a terceirização do Mercado Governador Gonzaga Mota.

“É a indignação do povo contra uma administração que não tem cumprido as cláusulas do contrato que atribuem segurança aos permissionários do mercado, a reforma do Mercado do Pirajá, a limpeza que não está sendo feita. E o município não toma providências a respeito disso. O Ministério Público também não. Essa é a indignação do povo”, disse Cláudio Lacerda, presidente da associação dos permissionários.

Dois dos principais pontos reclamados pelos permissionários são a segurança e a limpeza. De acordo com eles, todos os dias um ou outro comerciante do espaço é vítima de assalto. Além disso, o mercado passou por limpeza, que antes era semanal, somente uma vez por ano nos últimos quatro anos.
Pneus e materiais de borracha foram queimados impedindo o fluxo de veículos (Foto: Cicero Valério/ Agência Miséria)


“Todos os dias nós somos roubados, sem exceção! O Mercado do Pirajá era lavado uma vez por semana. Agora nós estamos com quatro anos e meio e foi lavado quatro vezes. Isso não pode acontecer e nós ficarmos de braços cruzados”, finalizou.

No próximo dia 8 de agosto será realizada uma audiência pública para discutir essas questões. A senhora Maria Costa, feirante há 42 anos, espera ver mudanças já que confidenciou ao Site Miséria nunca ter presenciado descaso tão grande.

Juazeiro do Norte registra apreensão de 165 motocicletas em julho

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14 motocicletas foram apreendidas neste último fim de semana (Foto: Divulgação)
A Polícia Militar (PM) de Juazeiro do Norte registrou a apreensão de 165 motocicletas neste mês de julho por apresentarem diversas irregularidades. Somente neste fim de semana, a operação, denominada "Duas Rodas", apreendeu 14 veículos entre sexta, 25, e domingo, 27.

Nas abordagens da PM são realizadas consultas sobre a situação legal do veículo, ação que resulta também na apreensão de motos com registro de furto ou roubo. Nestes casos, os condutores e as motocicletas foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil do município.

Nas infrações administrativas, os casos foram encaminhados para a sede do Departamento Municipal de Trânsito (Demutran).

Fonte: O Povo

TEMPERATURA Clima fica mais ameno em Fortaleza

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A previsão para hoje, em Fortaleza, é de tempo agradável, em relação a outros períodos do ano: céu parcialmente nublado ao longo do dia, com temperatura mínima de 23º e máxima de 30° centígrados. Além da variação de temperatura, outros fatores que contribuem para a melhoria do conforto térmico durante o período de julho a setembro na Capital são o aumento da intensidade dos ventos e menor incidência de radiação solar.
De acordo com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), as temperaturas mais amenas, com máximas entre 29º e 31º centígrados e mínimas entre 22º e 24º centígrados, são comuns nesta época. O meteorologista Leandro Valente afirma que a diferença de temperatura em relação ao resto do ano é notável. "No primeiro semestre, quando é verão no Hemisfério Sul, os ventos no setor norte do Nordeste brasileiro são mais fracos, e há maior incidência de radiação solar. As temperaturas máximas podem chegar a 35°", explica. Já nos meses de outubro a dezembro e de abril a junho, há um período de transição, uma gradativa modificação na temperatura.
O aumento na intensidade dos ventos a partir de julho, com pico em agosto e setembro, contribui para a melhoria da sensação térmica.
Em setembro, a média de velocidade dos ventos passa dos 16Km/h e as rajadas podem chegar aos 50Km/h, informa a Funceme. O fenômeno é causado por um deslocamento do Sistema de Alta Pressão Atmosférica do Atlântico Sul, comum nesta época do ano.
As chuvas de pós-estação, como são chamadas as precipitações breves comuns neste período, também tornam a sensação térmica mais branda. "A cobertura de nuvens no céu serve como uma proteção para a gente, pois faz com que o sol não incida diretamente sobre a superfície", complementa Leandro.

ALERTA DE SURTO CE registra 233 casos de sarampo em sete meses

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Nos últimos sete meses, o Ceará registrou 233 casos de sarampo. Mais 63 ainda estão sob investigação. Com o alerta de surto do vírus no Estado, a campanha de vacinação contra o sarampo foi prorrogada por mais uma semana. A imunização, que recomeçou ontem, seguirá até o próximo dia 1º de agosto, até ser atingida a meta de 320.838 vacinados. Apesar do prazo, por determinação do Ministério da Saúde, crianças do grupo prioritário deverão continuar recebendo a dose, até 90 dias após o último caso da doença.
"Mesmo que a campanha se encerre, temos a ordem de vacinar todas as crianças que têm idade entre 6 meses e menores de 5 anos, até que o surto passe", afirma a coordenadora de imunização do Ceará, Ana Vilma Braga. Segundo ela, diferentemente do Ceará, que precisou antecipar a campanha por conta do número de casos, o resto do País irá realizar a mobilização contra a doença somente no mês de novembro.
Com esta nova etapa da ação, já foi atingida uma cobertura de 73,62% da população-alvo, com 228.828 doses. Dos 158 municípios participantes da ação, 55 já atingiram a cobertura vacinal ideal, sendo os municípios participantes das regionais de Canindé, Tianguá, Acaraú, Caucaia e Sobral.
O principal objetivo a ser cumprido pelo Estado é que todos os municípios alcancem a meta de, pelo menos, 95% de imunizados, como também, prevenir que outras cidades não apresentem casos da doença.
"Precisamos garantir um controle de cobertura vacinal. Temos que ter esse cuidado até mesmo com os locais que não apresentam mais casos, assim como os que já estão controlados". De acordo com a coordenadora, Fortaleza está numa situação controlada. O último registro do vírus foi em 31 de maio deste ano. "Garantindo a imunização dessas crianças, que são mais vulneráveis e registram mais de 50% dos casos, impedimos que outros grupos sejam atingidos pelo vírus", explica.
A Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) recomenda que os municípios que ainda não atingiram a meta de vacinação adotem como estratégia a busca ativa de crianças não vacinadas em creches e escolas e alerta para a necessidade de alimentar o sistema de informação do Programa Nacional de Imunizações (PNI), para atualização das coberturas alcançadas.
"Todos os dias existem crianças completando 6 meses de vida e entrando no grupo prioritário, é preciso que elas sejam vacinadas. Acredito, ainda, que o número que já alcançamos seja bem maior pelo fato de alguns municípios não terem atualizado o número de imunizados. De uma certa forma, o Ceará vem sempre alcançando coberturas", assegura Ana Vilma, acrescentando que a secretaria deve estar sempre em alerta, com vigilância atuante.
Imunização
Neste momento, as crianças que fazem parte do grupo prioritário podem receber até três doses da vacina. A primeira dose, aos 6 meses após o nascimento. A segunda, quando a criança completa 1 ano de idade, já recebendo a primeira dose de rotina. E, por último, com1 ano e 3 meses, representando a segunda dose, a tetraviral, que combate o sarampo, a caxumba, a rubéola e a catapora.
Dos 10 aos 19 anos, devem ser aplicadas duas doses de vacina com o componente sarampo, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas. Entre os 20 e os 49 anos, a indicação é de uma dose da vacina.
Os pais e responsáveis devem levar crianças de 6 meses a menores de 5 anos para vacinar, mesmo que já tenham recebido a vacina tríplice viral na vacinação de rotina. Os municípios também devem intensificar as ações de imunização contra o sarampo na vacinação de rotina da tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, conforme definido no Calendário Nacional de Vacinação. "É importante que o cartão de vacinação esteja em mãos para que os agentes de saúde possam avaliar o caso de cada criança", lembra Ana Vilma.
As crianças que fazem parte do grupo prioritário podem ser atendidas em todos os postos de saúde do Estado, que funcionam de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
Mais informações
Ouvidoria da Sesa
0800275.1520

Patrícia Holanda
Especial para o Cidade

AVIAÇÃO REGIONAL Estudo já mostra viabilidade de 4 aeroportos no CE

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Já foram concluídos os estudos de viabilidade técnica de quatro dos nove aeroportos cearenses incluídos no Plano de Aviação Regional, lançado em dezembro de 2012 pela presidenta Dilma Rousseff. Ao todo, serão investidos R$ 363 milhões nos nove aeródromos do Estado. Ontem, o governo federal publicou uma Medida Provisória com uma nova etapa do programa, com a criação do Programa de Desenvolvimento da Aviação Regional (PDAR), que prevê subsídios a empresas aéreas para ampliação da malha aeroviária.
De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria de Aviação Civil (SAC), os aeroportos cearenses que já possuem estudo de viabilidade prontos são os de Quixadá, Jericoacoara, Iguatu e Crateús. A secretaria acrescentou que, no momento, estão sendo realizados os projetos preliminares destes aeroportos, que definirá os aspectos da obra, para que sejam então levados à licitação. No âmbito nacional, serão beneficiados com o programa 270 aeroportos, dos quais 200 já se encontram com os projetos de viabilidade finalizados.
Os de Juazeiro do Norte, Itapipoca, Canindé e Aracati ainda estão em fase de conclusão deste estudo. O que se encontra em situação mais preliminar é o de Sobral, que chegou a ter o estudo concluído, mas, como não foi aprovado, terá que ser refeito.
O plano prevê não só a criação de novos aeródromos, mas a melhoria, o reaparelhamento, a reforma e a expansão da infraestrutura aeroportuária, tanto em instalações físicas quanto em equipamentos. Com recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), os investimentos incluirão, por exemplo, reforma e construção de pistas, melhorias em terminais de passageiros, ampliação de pátios, revitalização de sinalizações e de pavimentos, entre outros. No caso do Ceará, apenas um aeroporto, o de Itapipoca, está partindo do zero, aponta a SAC.
Dos R$ 7,3 bilhões previstos para os 270 aeroportos do plano, R$ 2,1 bilhões estão destinados ao Nordeste, que terá 64 incluídos na primeira fase do programa. O Ceará, juntamente com Pernambuco, ocupa a terceira posição em número de terminais, ficando atrás da Bahia, com 20, e do Maranhão, com 11. Já quanto ao volume de recursos, só perde para a Bahia, que terá R$ 548,0 milhões.
O programa
A Medida Provisória 652, que cria o Programa de Desenvolvimento da Aviação Regional (PDAR), foi publicada ontem no Diário Oficial do União (DOU). Entre os principais objetivos, segundo aponta o texto, estão: aumentar o acesso da população brasileira ao sistema aéreo de transporte, facilitar o acesso a regiões com potencial turístico, elevar o número de municípios e rotas atendidos por transporte aéreo regular de passageiros e incrementar o número de frequências das rotas regionais operadas regularmente.
Para isso, a medida, que ainda precisa ser regulamentada, autoriza a União a conceder subvenção econômica nos serviços oferecidos pelos aeroportos regionais, como o pagamento dos custos relativos às tarifas aeroportuárias e de navegação aérea em aeroportos regionais. As empresas interessadas em aderir ao programa deverão assinar contrato com a União, que conterá as cláusulas mínimas previstas no regulamento.
A MP não informa o volume de recursos que será usado para estas subvenções, que virão do FNAC. O fundo acumulou, no ano passado, R$ 2,7 bilhões em receitas, dos quais 1,23 bilhão de outorgas pagas pelos concessionários dos aeroportos de Campinas (SP), Guarulhos (SP) e de Brasília (DF). Ainda ontem, o vice-presidente financeiro da companhia aérea Gol, Edmar Lopes, informou que a empresa pretende participar do PDAR.
Ele afirmou, ao ser questionado por analista do setor se a companhia entraria no plano, que sim, mas que isso dependeria da regulamentação. "Mas, até o momento, as prévias mostram claramente que nos enquadraremos para termos direito a essa subvenção", disse.
Sérgio de Sousa
Repórter

segunda-feira, 28 de julho de 2014

SustoDado como morto, idoso aparece no próprio enterro no Piauí

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À esquerda, Romão ao lados dos dois filhos após aparecer no cemitério (Foto: Reprodução/Clique Piripiri)
A família de Manoel Romão, 67, vai levar um bom tempo para se recuperar do susto tomado neste fim de semana. Na madrugada do sábado (26), por volta das 5h30, o irmão e sobrinhos dele foram informados que Romão teria sido atropelado enquanto andava de bicicleta, e que deveriam ir ao local reconhecer o corpo.

O acidente ocorreu na BR-343, em Piripiri (165 km de Teresina). A notícia da morte mobilizou familiares, e os dois filhos da "vítima" que viajaram do Rio de Janeiro especialmente para o enterro. Mas tudo não passou de um engano, e Manoel Romão está vivo e passa bem.

Entretanto, entre a falsa notícia da morte e a informação de que ele estava vivo foram mais de 24 horas.

"Chegou a notícia, e meu irmão foi com meu tio para identificar o corpo. E tudo indicava que fosse ele, eram parecidos. As autoridades disseram que tinham de mandar o corpo para Teresina", disse a sobrinha de Romão, Rosa Maria de Oliveira.

O corpo foi levado então para o IML (Instituto Médico Legal) de Teresina, no início da tarde do sábado. Lá, o irmão de Romão assinou a liberação do corpo, após ter sido realizado o exame de digital, que teria confirmado a identidade.

A necropsia terminou apenas à noite, e o corpo só chegou ao velório às 23h. "Quando chegou, todo mundo achou diferente. Todos que vinham olhar diziam que não era ele. Mas meu tio disse que era, que em Teresina tinham reconhecido a digital", afirmou Oliveira.

Mesmo na dúvida, a família seguiu para o enterro, marcado para as 8h deste domingo (27), no cemitério de Piripiri. Ao chegar lá, veio a notícia que todos suspeitavam.
A cova onde o corpo de outro homem quase foi enterrado por engano no Piauí 
(Foto: Reprodução/Clique Piripiri)

"Já por volta das 8h, chegou um vizinho gritando: ´estão enterrado o homem errado´. O enterro então foi parado já com o caixão enterrado a meio palmo. Aí saíram e encontraram meu tio [no distrito São Luís, na zona rural do município], vivo, e o trouxeram para o cemitério", contou.

Na verdade, descobriu-se que o corpo que estava no caixão prestes a ser enterrado era o de Eliomar Moreira Félix. Romão estava com amigos.

"Ninguém sabia se chorava, se achava a graça. Meu tio, ao saber, ficou atordoado, sem entender. Depois de um tempo, todo mundo ficou muito feliz", disse.

Segundo a Delegacia Regional de Piriripi, o delegado Gustavo Jung foi até Teresina, nesta segunda-feira, para apurar o que levou ao erro no caso. A princípio, o caso está sendo tratado apenas como erro de identificação familiar, e sem abertura de inquérito.

O UOL tentou falar com para o IML de Teresina e com a assessoria de imprensa da Polícia Civil do Piauí, que responde pelo IML, mas as ligações não foram atendidas.

Fonte: UOL

Homem atira pedra em vidraça do Palácio do Planalto

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PalacioPlanalto2
Um homem foi contido hoje (28) por seguranças do Palácio do Planalto, depois de atirar uma pedra em uma das vidraças da sede do Executivo. Identificado como Moacir Rocha de Oliveira, ele disse que veio da cidade de Livramento, na Bahia, e queria falar “ assunto particular” com a presidenta Dilma Rousseff.
“Ele é um viajante. Com frequência, aparecem pessoas que esse tipo de problema aqui. Nosso pessoal já está acostumado com isso. Não teve ameaça nenhuma. É uma pessoa que está com problema psicológico e jogou uma pedra na vidraça. Teve dano ao patrimônio, mas a gente quer preservar a integridade física e de saúde dele”, disse Alexandro Costa de Lima, chefe da Segurança do Palácio do Planalto.
Moacir chegou a ser encaminhado para a 5ª Delegacia de Polícia, na Asa Norte, mas como se trata de uma ocorrência em área de segurança nacional, teve que ser levado para a Superintendência da Polícia Federal onde vai ser ouvido em instantes.
No momento do incidente, a presidenta não estava no Palácio do Planalto. Ela passou a manhã no Palácio da Alvorada, residência oficial.
(Agência Brasil)

Novo medicamento é esperança de cura para pacientes com hepatite B

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hepatite
Uma nova droga, ainda em aprovação nos Estados Unidos, pode representar a cura para cerca de 95% dos pacientes com hepatite C, forma mais grave da doença, segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH), Edison Roberto Parise.
A hepatite é a inflamação do fígado, causada por cinco vírus diferentes e que nem sempre apresenta sintomas. Os tipos B e C são a causa mais comum de cirrose hepática e câncer de fígado.
Atualmente, para todos os tipos da doença, o tratamento é com feito com antivirais, basicamente o interferon e a ribavirina, com duração de 48 semanas. Em alguns casos, esses medicamentos podem ser combinados com inibidores de protease, que tem muitos efeitos colaterais e cura cerca de 50% a 70% das pessoas infectadas.
Segundo Edison Parise, uma segunda série de medicamentos já está em aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. “São dois novos medicamentos que têm uma baixa tremenda de efeito colateral, mas que ainda vão ser utilizados com interferon, em alguns casos”, disse ele, ao explicar que o tratamento deve durar 12 semanas, com um índice de cura de 80% a 90%.
Uma terceira geração de medicamentos, com o mínimo de efeito colateral, deve ser aprovada até o fim do ano nos Estados Unidos. “Nesse caso, o tratamento é totalmente sem interferon, mais curto, de oito semanas, e com um índice de cura de 90% a 100%. É uma mudança drástica no tratamento da hepatite neste ano, então precisamos aproveitar isso e captar o máximo de doentes.”
Após a aprovação de novos medicamentos, a segunda fase é a inclusão do remédio no protocolo de tratamento do SUS.
(Agência Brasil)

Eleitores que pediram transferência podem pegar título a partir de hoje

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urna
A partir de hoje (28), os eleitores que pediram inscrição ou transferência podem ir buscar o título de eleitor no cartório eleitoral mais próximo de sua residência. O prazo final para que a Justiça Eleitoral estivesse com essa documentação pronta para entrega também terminou ontem (27).
Desde domingo, também estão disponíveis para consulta nos sites dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) os nomes das pessoas que comporão as Juntas Eleitorais. Esse órgão colegiado provisório é constituído por dois ou quatro cidadãos e um juiz de direito, que o presidirá e poderá nomear escrutinadores e auxiliares extras para os trabalhos.
Os nomes das pessoas indicadas para compor as juntas são publicados em tempo hábil para que qualquer partido político possa pedir a impugnação das indicações. Com a composição anunciada até 60 dias antes das eleições pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), as Juntas Eleitorais têm a obrigação de apurar, em até dez dias, as eleições feitas nas zonas eleitorais sob sua jurisdição, expedir os boletins de apuração e diplomar os eleitos para cargos municipais.
(Agência Brasil)

Jovem reencontra cadela após dois anos e animal desmaia de alegria

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Cadela desmaia de alegria ao reencontrar dona. (Foto: Reproduçã/YouTube)
Uma cadela desmaiou de alegria após reencontrar sua dona depois de dois anos de separação. Rebecca Ehalt, da Pensilvânia, havia se mudado para a Eslovênia, mas deixou a pet vivendo nos Estados Unidos, onde morava. Quando retornou, gravou a reação surpreendente de sua schnauzer.

O vídeo do momento em que a cadela, chamada Casey, desmaia ao ver sua dona depois de tanto tempo foi publicado no YouTube. A gravação tem mais de 12.000.000 milhão de visualizações.

Mais tarde, ao se acalmar, Casey aparece muito feliz enquanto é acariciada pela americana. Ela passa bem

Feira de São CristóvãoRelíquias de Padre Cícero são atração no Rio de Janeiro

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Elizângela Santos
De uma forma multimídia, a exposição reúne relíquias, roupas e documentos, objetos de uso pessoal, livros, discos, filmes e músicas sobre Padre Cícero, organizada por museólogos e técnicos que fizeram a seleção de peças e documentos. (Foto: Diário do Nordeste)
A maior feira fora da região Nordeste, em São Cristóvão, no Rio de Janeiro, abre temporada de homenagens a grandes ícones nordestinos. O primeiro deles o Padre Cícero Romão Batista. Neste mês, a nação sertaneja celebra 80 anos de sua morte. Em março, foram comemorados 170 anos de nascimento.

A tradicional Feira de São Cristovão completa 69 anos no mês de setembro e tornou-se um dos principais redutos dos nordestinos no Sudeste, além de centro propagador da cultura regional.

Além do Padre Cícero, recebe homenagem o Rei do Baião, Luiz Gonzaga, pelos 25 anos de morte do artista, lembrados no dia 2 de agosto. Relíquias do Padre Cícero estão em exposição e a mostra abre a temporada de homenagens. A exposição é realizada no Museu Luiz Gonzaga, dentro do Pavilhão da Feira, aberta desde o dia 19 de julho.

A exposição reúne relíquias, roupas e documentos, objetos de uso pessoal, livros, discos, filmes e músicas sobre Padre Cícero, além de músicas de Luíz Gonzaga, o ´Rei do Baião´.

Multimídia

Trata-se de uma montagem multimídia. Toda a tradição cultural que envolve Juazeiro do Norte de Padre Cícero, no Cariri Cearense e a de Exú, cidade pernambucana, também no Cariri, onde nasceu Luiz Gonzaga, bem como as tradições serão retratadas e apresentadas ao público.

A Exposição realizada pelo Centro Municipal Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas e Serviço Social do Comércio (Sesc) apresenta uma concepção museográfica com a participação de museólogos e técnicos que fizeram a seleção de peças e documentos e ainda toda montagem das estações.

O jornalista Marcelo Fraga, que esteve percorrendo vários Estados do Brasil com a ´Caravana do meu Padim´ e, agora, atua na divulgação da feira, o Padre Cícero Romão Batista é referência não só em todo o Nordeste brasileiro como em território nacional. Foi uma dos primeiros ecologistas do País, lutou contra as desigualdades e ajudou a catequizar o sertão inserindo, além de orientações religiosas, noções sobre saúde, cidadania, e ainda investiu na alfabetização e educação dos nordestinos.

Cícero Romão se ordenou Padre em Fortaleza no Seminário da Prainha. De volta a região do Cariri, foi nomeado capelão da Fazenda Tabuleiro Grande, povoado que deu origem ao Município de Juazeiro do Norte, que posteriormente foi fundado por ele. Padre Cícero foi o primeiro Prefeito de Juazeiro e chegou a ser vice-governador do Ceará.
Além de ser uma das maiores referências comerciais nordestinas no sudeste do País, a Feira de São Cristóvão, com a exposição em homenagem ao ´Padim Ciço´, ajuda a renovar a fé em torno do expoente de religiosidade. (Foto: Diário do Nordeste)

Milagre


A ele foi atribuído o ´Milagre da Hóstia´ que se transformava em sangue na boca da Beata Maria de Araújo. Centenas de outros milagres assim também teriam acontecido em seguida. Estes fatos e milagres não foram comprovados pela Igreja da época.

Padre Cícero foi afastado das funções sacerdotais, sendo impedido de celebrar missas, batizados e casamentos. Antes de ser afastado da Igreja, já tinha doado todos os seus bens à Congregação Salesiana, que levou de Portugal a Juazeiro, para educar o povo nordestino.

Segundo depoimentos de pessoas que conviveram com ele até a morte, Padre Cícero morreu cego, surdo e pobre.

Atualmente, mais de 2 milhões de romeiros visitam Juazeiro do Norte todos os anos. Os pontos de visitação são o túmulo onde está enterrado o corpo do sacerdote, o casarão onde ele morou na Rua São José e a estátua que fica na Colina do Horto, a segunda maior do Brasil, depois do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.

Shows na feira

Todos os finais de semana do mês de agosto serão apresentados ao público, aos alunos e discípulos de ´Gonzagão´ shows com os grandes nomes da nossa música, que, com a sanfona eternizam o ritmo que contagia e é sucesso no Brasil e no Mundo.

No total, serão 12 grandes shows com sanfoneiros e bandas musicais nordestinas, que se apresentarão nos palcos Jackson do Pandeiro e João do Vale, nos finais de semana, já que a feira é ponto tradicional de encontro e referência no entretenimento da capital carioca.

Durante a Feira de São Cristóvão, visitantes tem a oportunidade de contemplar trabalhos de artistas da região do Cariri, conhecendo ainda mais um pouco do Ceará. São os santeiros do Padre Cícero, que continuam desenvolvendo um dos legados incentivados pelo sacerdote.

ENQUETE

Qual o significado para a feira?

"Padre Cícero representa a origem dos nordestinos e, para a Feira de São Cristóvão, é uma alegria ter essa exposição em homenagem aos 80 anos de sua passagem. Eu já alcancei muitas graças com ele"
Jerlany Versia
Empresária da Paraíba

"Ele é um símbolo de religiosidade que está muito presente em meu município. Calculo que cerca de 20% da população seja de nordestinos, e isso tem uma grande importância para todos nós"
Leandro Rodrigues
Secretário do Idoso do Município de Magé (RJ)

Mais informações:

Feira de São Cristóvão
Campo de São Cristóvão
São Cristóvão,
Rio de Janeiro - RJ
Telefone: (21) 2580-5335

Fonte: Diário do Nordeste

Ex-presidente´O PT perdeu a credibilidade´, afirma FHC à Istoé

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´O PT perdeu a credibilidade´, afirma FHC à Istoé. (Foto: Reprodução)
Destaque de capa da revista Istoé, que chega este final de semana às bancas, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) faz declarações fortes conta o Partido dos Trabalhadores.

Segundo ele, "há uma fadiga em relação ao governo... existe um mal-estar no país". "O pt perdeu a credibilidade e a presidente Dilma Roussef não fala com o Brasil". Segundo a reportagem de Istoé, "aos 83 anos, mais de uma década depois de deixar o Planalto e sem qualquer pretensão política, o ex-presidente se comportou, durante as duas horas de entrevista, como uma figura pública capaz de fazer análises objetivas do momento do País".

"Fez duras críticas ao governo, mas também ao PSDB. Elogiou determinados aspectos das gestões Lula e Dilma Rousseff, enquanto relativizou alguns de seus próprios feitos. Ao discorrer sobre a economia, tratou com pouca relevância um dos alvos preferenciais da oposição, o crescimento pífio do PIB brasileiro", afirma o jornalista Sérgio Pardellas.

Abaixo a entrevista na íntegra:

ISTOÉ – O que mudou no cenário político de 2010 para cá?
Fernando Henrique Cardoso – O Brasil de 2010 tinha tomado medidas contra a crise de 2008 que funcionaram. Era um Brasil que tinha alguma esperança. Basicamente, o governo tentou estimular o crescimento com mais consumo graças à maior oferta de crédito. Então, houve uma expansão grande do crédito, que animou o consumo. Mas levaram muito tempo para entender que, para reativar o investimento, precisavam ter capital público e privado. E parou. Depois, por causa da Copa do Mundo, deu aquela aflição e correram para fechar parcerias público-privadas. Mas o fundamento posto lá atrás, qual seja, o crescimento via consumo e expansão do crédito, continua aí e não vem dando resultado.

ISTOÉ – O que deu errado? 
FHC – Houve certa desatenção, não muito grave, à pressão inflacionária. Mas o endividamento é muito grande. É uma sociedade que cresceu no consumo e que chamam de “novas classes médias”, embora, sociologicamente falando, não sejam uma nova classe média de fato. Mas isso também trouxe transformações. As pessoas consumiram mais e agora é natural que queiram mais. As explosões de junho do ano passado foram consequência do querer mais. Existe uma corrida pelo crescimento do PIB. O governo está em busca disso. Mas a sociedade não quer só isso. As pessoas querem viver melhor.

ISTOÉ – Mas as manifestações de junho juntaram mais que apenas a chamada classe C. 
FHC – É verdade. Todo mundo quer essa mudança. Queremos entrar no Primeiro Mundo. O Primeiro Mundo não é um país que tem muito PIB. É um país em que se vive melhor. Em que se tem segurança, educação, respeito e dignidade. Portugal não tem PIB nenhum e é mais Primeiro Mundo do que o Brasil. Aqui falta educação, segurança, o transporte não funciona. Estourou no governo Dilma. O governo persistiu no estímulo ao consumo e não olhou para os outros lados. Além disso, tem o manejo da política. O Lula sabia manejar o Congresso. Não da maneira correta, pois o mensalão ninguém pode apoiar. Mas ele sabia manejar. A Dilma não sabe manejar o Congresso. E a situação está aí. Vou ser sincero: há dois anos eu não acreditava na possibilidade de uma derrota eleitoral do governo. Porque o governo é o governo, tem recursos enormes e tem a exposição permanente. Os meios de comunicação, sobretudo a televisão, vão para um lado só. A televisão brasileira é esporte, crime, um pouquinho de internacional e muito governo. Por tradição. Nos EUA, ouve-se o outro lado. Aqui, o outro lado não existe para a massa. A pessoa só começa a ver o outro lado durante o período eleitoral. Achava muito difícil que houvesse uma mudança. Hoje eu acho possível transformar esse mal-estar em algo que tenha consequência eleitoral.

ISTOÉ – O sr. acha que a oposição não teve espaço na televisão brasileira?
FHC – É da nossa tradição. No meu governo também era assim, a oposição pouco aparecia na tevê. A diferença é que, no meu governo, não fazíamos tanta propaganda, até porque não tínhamos recursos. Este faz muita propaganda.

ISTOÉ – Isso não acontece hoje porque a oposição propõe pouco, não tem um projeto objetivo e claro? 
FHC – O problema da oposição é outro: existe apenas uma oposição congressual. Os partidos existem no Congresso, não na vida da sociedade. A única exceção era o PT, que sempre teve organização partidária. A oposição se faz no Congresso, mas não repercute. O Congresso ficou muito confinado a ele próprio. Quando eu era senador, meus discursos eram publicados na íntegra nos jornais. Isso não acontece mais. Foi se perdendo o elo do Congresso com a sociedade. O mesmo aconteceu com outras instituições, com os sindicatos, com a UNE. Ela era importantíssima no passado. Hoje, qual é a importância?

ISTOÉ – Isso não tem relação com o aparelhamento dessas instituições?
FHC – A UNE, por exemplo, foi aparelhada. Mas talvez tenha sido no passado também. O problema é que a UNE e os próprios sindicatos eram grandes personagens da vida brasileira. Isso tem a ver com a sociedade como ela é hoje. De massas, conectadas, mas não presenciais. O que o governo decide incide sobre as pessoas. A oposição não toma decisão. Ela fala. E isso não aparece, só aparece um lado. O outro lado só aparece na eleição. Tem outra questão ainda: as diferenças, hoje, são lidas no espectro ideológico, direita e esquerda, mas não se dão nesse espectro. Na formulação é como se fosse “uns estão para cá, e outros estão para lá”. Na realidade não é assim. A diferença entre o PT e o PSDB é principalmente a concepção que se tem da política e do governo. O PT acredita que se muda o País ocupando o Estado e através do Estado tomando as decisões, controlando mais, sobretudo a economia. O PSDB acredita mais que é preciso não ocupar o Estado e ter uma relação maior com a sociedade. Isso é tênue, claro. Os dois têm um pouco de cada um. Mas a diferença essencial é essa. Na política monetária, por exemplo, o PT pode ter errado aqui ou ali, mas não mudaram o que vinha sendo feito. O juro não baixou como devia, é verdade. Mas isso é algo técnico. Ninguém está discutindo, na essência, a função do Banco Central.

ISTOÉ – No início do seu governo ainda havia uma tensão entre os que defendiam uma política econômica ortodoxa e os que queriam algo mais parecido com o desenvolvimentismo. Mas isso se diluiu. No governo Dilma a questão voltou e escolheu-se o caminho do nacional-desenvolvimentismo. Foi o caminho errado?
FHC – O que se entendia pelo desenvolvimentismo? O José Serra acredita muito no desenvolvimento com ativismo do governo. Acho que deve haver um ativismo mesmo. Quando eu era jovem, só se falava em desenvolvimento e subdesenvolvimento. A fórmula era assim: põe barreira para importação, dá subsídio ao juro e o governo investe. Isso foi mudando com o tempo. Como vai colocar barreira na importação com a economia globalizada?

ISTOÉ – A abertura da economia não tem volta?
FHC – Depois que o Collor abriu a economia não houve mudança nessa direção. Não houve movimento de fechamento. Todo mundo também é a favor da redistribuição de renda. As Bolsas (Escola e Alimentação) começaram no meu governo. E os outros governos só não fizeram porque não tinham como. A grande mudança nesse sentido se deu com a Constituição de 88, que garantiu direitos democráticos e desenhou a possibilidade de um país social-democrático, para usar uma expressão abusiva. A Constituição manda que o governo providencie gratuitamente a educação, a saúde, faça reforma agrária e assegure a previdência social. A partir de então, os governos, queiram ou não, terão de ir nesse caminho. As Bolsas foram para isso. A política de sustentação do saláriomínimo começou no governo Itamar.

ISTOÉ – O sr. não vê no governo Lula uma aceleração do processo de inclusão?
FHC – Acelerou porque ele pôde. Ele teve recursos para isso por causa do boom da China. Acabou a dívida externa na América Latina toda, não só aqui. A folga fiscal foi maior. Mas os princípios foram lançados antes. Progressivamente o Estado foi criando condições para melhorar. Condições estruturais e organizacionais, digamos. Não era possível criar as Bolsas sem internet. O Banco Mundial foi quem propôs primeiro. O PT era contra. Quem primeiro fez foi Honduras e quem melhor fez inicialmente foi o Chile. O cartão para criar o Bolsa Escola fui eu que fiz, copiando o exemplo de Goiás, com Marconi Perillo, para dar cidadania e entregando os recursos para a mulher. Foi decisão do meu governo. As Bolsas também estavam sendo unificadas no meu governo. Era uma questão técnica.

ISTOÉ – Mas o Lula iniciou com o Fome Zero. 
FHC – Que nunca existiu. O Fome Zero do Lula ficou um ano sem sair do papel. Depois eles perceberam que era melhor pegar o plano anterior, que era o das Bolsas. Não houve mudanças radicais quando mudou o governo.

ISTOÉ – Nenhuma mudança expressiva?
FHC – O que houve foi maior presença do partido nas empresas. Sempre lutamos para tirar qualquer partido de dentro das empresas. A Petrobras, por exemplo. Nunca pensamos em privatização. É mentira. Nem se cogitou. Queríamos a competição e tirar a influência partidária. O mesmo com o Banco do Brasil e a Caixa Econômica. Eu diminuí muito a presença de partidos aí. Com o Lula isso se inverteu. E a Dilma está sofrendo as consequências. Ela, quando colocou a Graça Foster, foi para diminuir a influência política. Mas estourou na mão dela. Hoje, o PMDB tem vice-presidente da Caixa, Banco do Brasil, no meu governo não tinha isso. Essa é a diferença. Agora, entre a Dilma e o Lula, existem outras diferenças. Para a Dilma, o Estado tem que ter um papel crucial no investimento e no controle. Ela é intervencionista. Tem uma visão mais general Geisel.

ISTOÉ – E isso é prejudicial? 
FHC – É uma visão mais dos anos 60 e 70. Mas, em relação ao Lula, não houve uma mudança muito radical, como não haverá se o Aécio Neves ganhar. O Aécio não vai mexer na política do Bolsa Família. O que deverá fazer é aumentar o mercado de trabalho. Acompanhar a pessoa que é assistida até ter o emprego, como ocorreu no Chile. O ideal é que as pessoas não sejam dependentes. O Bolsa Família é uma solução de emergência, necessária, mas não para o futuro.

ISTOÉ – Uma das críticas que são feitas recorrentemente à oposição é que, além de esconder o sr. nas últimas eleições, ela não soube dizer o que poderia fazer de diferente. Chegou o momento de fazer isso? 
FHC – A população está interessada no bolso, e isso pesa muito hoje, porque a inflação para o povo é mais do que 7% – está em cerca de 10%. Hoje, o Bolsa Família é menor do que o bolso. A Bolsa não é suficiente para o bolso. Para as classes mais populares a vida está cara. Para a classe média também. Para o povo, inflação é carestia. Estamos vivendo de novo um problema de carestia. Nisso o candidato de oposição tem que ser claro. O governo atual levou a essa situação.

ISTOÉ – Como o candidato Aécio Neves pode passar a segurança de que tem condições de mudar o quadro atual?
FHC – Eu cultivo o hábito de desligar o som da tevê toda vez que começa o programa eleitoral de algum candidato. Porque sei que as pessoas percebem muito mais é como o candidato fala. O jeitão. Se transmite firmeza, simpatia, segurança. Podem dizer: se for assim, a Dilma dificilmente seria eleita... Mas o Lula não. E quem elegeu Dilma foi o Lula. Então você tem um lado que é como a pessoa se relaciona com o conjunto da população. São 140 milhões de eleitores. Eles não vão ler programa de partido. Mal sabem o nome dos candidatos. Estão começando a aprender, salvo o do governo. E eles vão pensar: eu confio nesse cara ou não confio? Ele falou alguma coisa que tocou no meu coração? Bem, ele vai pensar que é no coração, mas é no bolso também... O candidato tem que ter uma conversa com o País. Eu ganhei duas vezes no primeiro turno. E já era o Lula. Nunca deixei de falar do jeito que eu falo, embora digam que eu falo pedantemente. Não é verdade. Eu tenho meu jeito, não adianta imitar o outro. Mas eu falava com o País. Fui pesquisador de campo e sei como é isso. O Lula fala com o País. Já a Dilma não fala com o País.

ISTOÉ – O Aécio fala com o País?
FHC – O Aécio pode falar. Jeitão ele tem. Ele passa uma simpatia. Mas precisa dizer alguma coisa que faça ele chegar lá. Ele foi governador de Minas Gerais. Conseguiu.

ISTOÉ – Quem, entre os candidatos, pode capitalizar melhor o que aconteceu em junho de 2013, quando houve as manifestações populares?
FHC – Por enquanto, ninguém. E quem for capitalizar agora vai perder. A população vai interpretar como oportunismo. Agora, é muito importante em qualquer eleição o bad ou o good feeling. Hoje existe um mal-estar no País. Isso favorece a oposição. Por isso, acho que temos grandes chances. Há também o cansaço de material. Fadiga. O Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, com 54% de apoio, é um dos poucos que contrariam essa tese.

ISTOÉ – Mas no caso do Geraldo Alckmin parece que há o efeito teflon. Nada cola nele, mais ou menos como acontecia antes com o Lula.
FHC – É verdade. Nada cola.

ISTOÉ – Há uma fadiga em relação ao PT?
FHC – Há uma fadiga em relação ao governo. Bem, também existe a fadiga da classe média em relação ao PT. Sobretudo em São Paulo. É assustadora essa rejeição de 47% no Estado e 49% na cidade.

ISTOÉ – O que todo mundo comenta, no meio político, é que a batalha de São Paulo terá um peso maior nessas eleições. O sr. concorda?
FHC – Se for isso, nós vamos ganhar. Olha, o PSDB nunca tinha conseguido isso e estamos alcançando agora. Uma harmonização grande entre São Paulo e Minas. No Rio, nunca tivemos uma grande força e agora o Aécio Neves tem sido hábil e conseguiu desorganizar lá a base do governo. Para vencer, precisamos consolidar o peso que temos por aqui e reduzir a diferença no Norte-Nordeste. No Estado de São Paulo, o Aécio ganha no segundo turno e, na cidade, no primeiro turno. No Sul, a gente ganha. Na Bahia, estamos razoavelmente bem. Em Pernambuco, o Eduardo Campos, candidato do PSB, vai tirar votos da Dilma. No Ceará, fizemos acordo com Tasso Jereissati e Eunício Oliveira, do PMDB. E temos as prefeituras de Maceió, Teresina, Belém, Manaus, algo que nunca tivemos. Por isso, a chance de ganhar aumentou. Claro que o aumento da possibilidade de vitória do Aécio decorre de outros fatores que já elencamos, como o mal-estar no País, o cansaço, os erros de condução da política econômica e, mais recentemente, a quebra de confiança do empresariado no governo.

ISTOÉ – Essa ruptura do governo com o empresariado aconteceu quando?
FHC – Entre seis meses e um ano. No começo havia o sonho do “Volta, Lula”, que vinha mais do meio empresarial do que do povo. Depois que essas pessoas se convenceram de que não seria o Lula, começaram a tomar distância. Quem vai decidir mesmo é a massa, mas há uma certa fluidez entre esses segmentos. Não é isolado. Por exemplo, teve o episódio das vaias a Dilma no estádio. E falaram: “Ah, mas é elite branca”. É um exagero, não refletiu só isso. Se fosse, as pesquisas agora não iriam apontar essa queda na avaliação da presidenta. Vamos considerar que, de fato, as pessoas de maior poder aquisitivo eram as que estavam presentes no estádio. É verdade. Mas quem chamou a elite branca para lá? Foi o governo. Sobre os xingamentos, a mim me chocou. Soube, depois, que o que disseram para a Dilma se tratava de um bordão comum nos estádios de futebol. Bem, de qualquer maneira, ir ao estádio é chamar vaia. Qualquer governante. Nas atuais circunstâncias, mais ainda. Mas não é algo isolado: um candidato com 47% de rejeição não pode dizer que quem está contra é somente a elite branca.

ISTOÉ – O sr. não acha que essa definição de elite branca se destina a enfatizar que o PSDB é o partido dos ricos e o PT o partido dos pobres?
FHC – É um estigma que o PT quer colocar. Mas o PSDB ganha em Alagoas, em Maceió, em Belém e no Piauí. Essas são algumas das regiões mais pobres do Brasil. O quadro médio do PSDB é o sujeito de classe média universitária. O do PT é o quadro sindical. Tem uma diferença, sim. Mas não é essa coisa de elite branca.

ISTOÉ – Mas o sr. não acha que essa imagem pode ter força eleitoral?
FHC – O que pega na eleição depende do que o eleitor quer ouvir. Há momentos em que o povo está disposto a ouvir certos estigmas. Há outros que não. Isso não é religião: “Eis aqui a verdade, eu sou a verdade”. Você pode dar o dado certo, mas, se o povo não estiver querendo ouvir, não vai ouvir. Eu acho que a diferença nessas eleições é que o povo está disposto a ouvir outras coisas. Eu não ganhei do Lula? E não sou de classe média e universitária, da elite branca?

ISTOÉ – Pela sua autodefinição, da elite meio branca...
FHC – Isso, da elite meio branca... Mas a questão é que agora acho que o eleitor está disposto a ouvir o outro lado porque há uma ruptura de confiança, a economia piorou, há um cansaço e uma fadiga de material. Por isso, considero agora que é provável a vitória do PSDB e de Aécio Neves.

ISTOÉ – O escândalo do mensalão não colou no PT em 2005 e 2006. Pode afetar agora depois das prisões de ex-integrantes da cúpula do partido?
FHC – Não pegou porque as pessoas não estavam dispostas a ouvir. Nem a classe média. Mas ali o PT perdeu a credibilidade. O Lula não perdeu popularidade naquele momento, não sei hoje, mas perdeu a credibilidade. O mensalão arranhou muito.

ISTOÉ – E o mensalão mineiro, que atingiu quadros do PSDB?
FHC – Teve pouca repercussão. E, por outro lado, o Eduardo Azeredo é um cara correto. Você acha que se fosse só o José Genoino ele iria para a cadeia?

ISTOÉ – O sr. vê uma diferença entre o José Genoino e os demais presos pelo mensalão?
FHC – Eu falei mais pela percepção da população. Racionalmente, eu acho que o Genoino tinha que ser preso porque ele assinou aqueles papéis. Mas ele não tem a imagem de um cara maquiavélico e que vai se locupletar. O Eduardo Azeredo também é um cara assim.

ISTOÉ – O Joaquim Barbosa é visto hoje como alguém que mudou a cara da Justiça do País, mas, ao mesmo tempo, como uma pessoa autoritária. O sr. acha que ele tem futuro na política?
FHC – Se ele fosse candidato, teria muitos votos. Porque tem esse lado da Justiça, que todo mundo quer, e porque ele é negro e teve coragem. São atributos valorizados. Mas ele teve o bom senso de não se candidatar. Iria esmaecer o que fez. Não acho que ele tenha aptidões políticas. Ele é justo. Mas política não é só isso. Impeachment, por exemplo, não é justiça. É julgamento político.

ISTOÉ – O STF é uma casa política?
FHC – É e tem que ser. Por isso acho que deveria se restringir a discutir assuntos constitucionais. Mas o julgamento do mensalão não foi político. Ele fez um julgamento comum, em última instância, um julgamento de crime. O Joaquim, que é promotor, aplicou a lei. E o povo gostou, porque ele aplicou a lei sobre poderosos. E foi importante, de fato.

ISTOÉ – Qual é a diferença do PSDB que pode chegar ao poder em 2015 daquele de 1994, quando o sr. foi eleito?
FHC – Em 1994, era um PSDB que começava a entender a mudança do mundo. Mas quem chegou ao poder não foi o PSDB, fui eu, por causa do sucesso do Plano Real. O povo viu que mudamos a vida dele. E ali eu ganharia sem apoio de ninguém. Não precisava de aliança. Fiz aliança com o PFL para conseguir governar. Era melhor fazer aliança antes do que depois. Mas eu ganharia sem o PFL. Como o Lula ganhou sozinho em 2002, não foi o PT. O Lula ganharia sozinho. Mas ele foi fazer aliança depois e deu no mensalão. Se tivesse feito antes, seria mais fácil. Ganhamos com o Plano Real e com o sentimento da população de que a vida melhorou. Hoje é diferente. Se o Aécio ganhar, não será ele que vai vencer só.

ISTOÉ – Por quê?
FHC – O peso do PSDB vai ser maior desta vez. O Aécio teve que articular bem. Ele está crescendo por causa da capacidade de articulação que tem.

ISTOÉ – Um dos problemas das últimas eleições foi que o partido rachou. O PSDB está unido hoje?
FHC – O PSDB uniu todo. O Aécio foi lá e fez. Foi, de fato, um dos problemas graves das últimas eleições. Agora, o Aécio vai enfrentar uma situação mais difícil que a minha, se ele ganhar a eleição. Os problemas se acumularam, não foram resolvidos e o PT será duro como oposição.

ISTOÉ – É um exagero dizer que aqui caminhamos para uma situação como a da Venezuela. Mas já se percebe que a campanha será muito acirrada. Há risco de o País sair dividido das urnas?
FHC – O Aécio tem uma grande capacidade pessoal de acabar com divisões. E a força de atração do poder é muito grande. O PT vai espernear, mas não tem capacidade de paralisar certos processos em marcha. Governar é sempre difícil. Você depende de sorte também. Como fazer o PIB crescer quando você tem crise no mundo? O governo Lula teve vacas gordas e não usou.

ISTOÉ – O que o sr. achou da denúncia sobre a construção, pelo governo de Minas Gerais, de um aeroporto dentro de uma área que pertenceu a um tio-avô do candidato do PSDB, Aécio Neves, e qual o impacto eleitoral disso? 
FHC – O Aécio explicou que a construção se fez em área já desapropriada e pertencente ao Estado de Minas e que seu tio-avô contesta o valor da desapropriação. Se é isso, qual a acusação? Se há denúncia, que haja apuração, mas não creio que isso arranhe a candidatura.

Fonte: Ceará News 7

MEU PAI SR.DANIEL FELIZ ANIVERSÁRIO 08 DE JUNHO 2013!